La Battaglia di Algeri (1966)
A autodeterminação dos povos é um direito que as populações habitantes de um determinado território que compõem ou não um estado-nação (tríade Estado – Povo – Território) têm de afirmarem perante todas as outras populações sua capacidade de se auto-governarem, manterem a criação cultural e tradições próprias, e terem soberania, e de constituirem as suas próprias leis. (Wikipedia)
----
Quando do seu lançamento em 1966, em meio ao contexto de descolonização e guerras de independência, o filme A Batalha de Argel foi acusado de ser mera propaganda comunista e terrorista, por parte dos setores de Direita em vários países, sendo inclusive banido na França por cinco anos, neste caso por mostrar cenas de tortura por parte das tropas francesas durante o conflito em questão (1954-1962).
Inegável é o forte sentimento nacionalista retratado durante toda a obra e a tentativa de desvencilhamento à potência opressora européia por parte dos revoltosos. Por outro lado, não devemos desconsiderar a imparcialidade de Gillo Pontecorvo ao demonstrar os atentados terroristas cometidos por ambas as partes. Em nenhum momento a Frente de Libertação Nacional (Front de Libération Nationale - FLN) foi inocentada dos ataques cometidos. A presença de crianças quando da explosão da primeira bomba no restaurante, logo no começo da batalha, torna clara a posição isenta de Pontecorvo. Aliás, o elemento infantil é utilizado durante toda a película como símbolo do preço pago pela população civil, independende do lado combatente.
Guiado em parte pela corrente neo-realista italiana, Pontecorvo nos entrega, com maestria, uma obra que retrata com tanta precisão o ataque francês à horda revoltosa argelina, que chega a beirar por muitas vezes o aspecto de um documentário. Cumpre ressaltar, aqui, que, embora o A Batalha de Argel tenha se baseado em eventos verídicos, alguns personagens tiveram seus nomes e características trocados ou sintetizados, a fim de representarem não homens, mas toda uma civilização ocidental, como no caso do "Coronel Mathieu".
Além do aspecto visual, chama atenção também, durante as proveitosas duas horas de duração, a força da vertente sonora, ora pela angustiante ululação das mulheres argelinas, ora pelo batuque típico da região.
Clamada foi muitos como a revolução mais sangrenta que se tem notícia, podemos através desse filme ter um contato mais direto com o que de fato ocorreu, já que, infelizmente, o nosso sistema de ensino regular costuma ignorar a relevância de tal insurreição, citando-a, quando muito, superficialmente.
Nota: 8,5/10

Me interesso muito por esse tipo de filme, que retrata fatos históricos reais e de cunho sócio-político. Onde vc descobre essas coisas, seu espertinho?
Beijos, menino cult.
Não é magia, é tecnologia! :rolleyes
Beijos, darlin'
(Anonymous)
oiiii
adorei seu blog viu?? muito interessanteee...
aiai o q uma aula não faz nehh heheh melhoras pra vccc e ano q vem vo te visita na usp ta??
beijossssssss(da anormal) heheh
Re: oiiii
Valeu!, to bem melhor, já.
Aguardo tua visita. E espero de fato estar lá para ser visitado aeuieahueai.