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Dec. 15th, 2007

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La Battaglia di Algeri (1966)



A autodeterminação dos povos é um direito que as populações habitantes de um determinado território que compõem ou não um estado-nação (tríade Estado – Povo – Território) têm de afirmarem perante todas as outras populações sua capacidade de se auto-governarem, manterem a criação cultural e tradições próprias, e terem soberania, e de constituirem as suas próprias leis. (Wikipedia)

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Quando do seu lançamento em 1966, em meio ao contexto de descolonização e guerras de independência, o filme A Batalha de Argel foi acusado de ser mera propaganda comunista e terrorista, por parte dos setores de Direita em vários países, sendo inclusive banido na França por cinco anos, neste caso por mostrar cenas de tortura por parte das tropas francesas durante o conflito em questão (1954-1962).



Inegável é o forte sentimento nacionalista retratado durante toda a obra e a tentativa de desvencilhamento à potência opressora européia por parte dos revoltosos. Por outro lado, não devemos desconsiderar a imparcialidade de Gillo Pontecorvo ao demonstrar os atentados terroristas cometidos por ambas as partes. Em nenhum momento a Frente de Libertação Nacional (Front de Libération Nationale - FLN) foi inocentada dos ataques cometidos. A presença de crianças quando da explosão da primeira bomba no restaurante, logo no começo da batalha, torna clara a posição isenta de Pontecorvo. Aliás, o elemento infantil é utilizado durante toda a película como símbolo do preço pago pela população civil, independende do lado combatente.



Guiado em parte pela corrente neo-realista italiana, Pontecorvo nos entrega, com maestria, uma obra que retrata com tanta precisão o ataque francês à horda revoltosa argelina, que chega a beirar por muitas vezes o aspecto de um documentário. Cumpre ressaltar, aqui, que, embora o A Batalha de Argel tenha se baseado em eventos verídicos, alguns personagens tiveram seus nomes e características trocados ou sintetizados, a fim de representarem não homens, mas toda uma civilização ocidental, como no caso do "Coronel Mathieu".

Além do aspecto visual, chama atenção também, durante as proveitosas duas horas de duração, a força da vertente sonora, ora pela angustiante ululação das mulheres argelinas, ora pelo batuque típico da região.

Clamada foi muitos como a revolução mais sangrenta que se tem notícia, podemos através desse filme ter um contato mais direto com o que de fato ocorreu, já que, infelizmente, o nosso sistema de ensino regular costuma ignorar a relevância de tal insurreição, citando-a, quando muito, superficialmente.

Nota: 8,5/10

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